Se prestarmos atenção nas fotos antigas que guardo com tanto carinho, veremos rostos cansados, mas com um sorriso estampado. Muito além do sofrimento físico da lida, existia a necessidade e a obrigação sagrada de cuidar da família. Pior do que o cansaço do trabalho pesado era o medo de um filho pedir um pedaço de pão e o pai não ter condições de comprar.
Então, sim: aquele povo era feliz! O serviço era difícil, pesado, braçal e exaustivo, mas quem viveu aquele tempo sabe o orgulho que dava na boca ao responder: *”Eu trabalho na Florestal ou Eu trabalho na Klabin” Por volta dos anos 70, esses eram praticamente os únicos empregos que existiam na nossa região.