Monte Alegre: A Terra dos Sonhos de Décadas Passadas

A partir da década de 40 até a década de 90, Monte Alegre foi uma terra muito valorizada e cobiçada pela população de vários estados do país.

Muitos falam que era sofrimento, muitos dizem que o trabalho era pesado — e claro que não vamos discordar —, mas, na época, o eito na nossa região era uma das únicas oportunidades disponíveis.

Hoje a situação mudou muito: tecnologias avançadas, máquinas e caminhões de última geração, salários bem diferenciados, muitos benefícios e, acima de tudo, o incentivo aos estudos.

A Klabin sempre foi uma empresa assim: talvez não a de melhor salário, mas uma empresa de benefícios, que tem planos de carreira e que incentiva os estudos.

Muito além disso, é uma empresa que te permite sonhar, que investe pesado em segurança do trabalho, em tecnologias e avanços contínuos, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

Mas, voltando às décadas passadas, hoje ainda é possível ver os vestígios, os relatos e as histórias desse tempo dourado:

Os Vestígios: Muitas ruínas e escombros ainda resistem ao tempo.

As Histórias: Há muitas memórias guardadas em livros, jornais antigos e na mente de pessoas que conheceram e viveram aqueles momentos.

As Marcas na Natureza: Onde havia moradias, a natureza até hoje é diferenciada.

Ainda existem carreiros, trilhas por onde o povo passava, pés de limão no meio do mato, escombros e árvores diferentes daquelas encontradas na vegetação local.

Os rios, córregos e represas também guardam as marcas da época. As cachoeiras antigas, frequentadas por gerações passadas, hoje recebem de volta os filhos e netos que retornam a esses locais para relembrar os bons momentos.

O Mapa dos Acampamentos e seus Vestígios
Codorna Branca
Na Codorna Branca ainda há o local exato da mina de água sulfurosa. Quem vai lá ainda encontra a escada de pedras ou concreto, além de marcas no rio que mostram onde uma parte era represada para o banho.
KM 28
No KM 28 ainda resiste a famosa Prainha do Alegre. O bosque com o gramado e as churrasqueiras antigas continuam no local. As trilhas e carreiros permanecem abertos e o espaço ainda é muito frequentado pelo povo que busca lazer.
Miranda
No Miranda, o “Cachoeirão” — que era o ponto de encontro para banho e passeios da época — continua lá. O acesso ainda guarda as trilhas, carreiros, vestígios, além de um bosque e cachoeiras de uma beleza sem igual.
🍊 Mandaçaia
Na Mandaçaia, a represa da época continua de pé, cercada por trilhas e antigos carreiros. Lá também fica a famosa caverna, conhecida na época como a Casa de Pedra. , um local que transmite uma paz e uma beleza incomparáveis.
🚂 Olarias
Em Olarias, o destaque são as ruínas históricas. Ainda é possível encontrar as casas da antiga linha férrea, além da imponente chaminé e os túneis de pedra.
🏡 Os Fortes que Resistem Hoje: Lagoa e Harmonia
Diferente dos locais que viraram apenas memórias e ruínas, a Lagoa e Harmonia são acampamentos e vilas que venceram o tempo. Eles continuam existindo e batendo forte até hoje, mantendo viva a chama da nossa comunidade na atualidade.
💧 Nota do Acervo: Alguns locais eu ouvi falar, mas não cheguei a conhecer, e outros tiveram seus vestígios apagados pelo tempo, mas os antigos moradores ainda os reconhecem.
É o caso da antiga **Mina de Carvão* (cujos vestígios infelizmente foram cobertos pelas águas da represa da usina) e do Mirandinha, onde acredito não haver mais marcas.
Outros ficaram só no relato ou na saudade, como os acampamentos de Antas, Palmas, Prata 1, Prata 2, Campina dos Pupo, Campina Alta, Canivete Perdido e o KM 22
👤 O Baú de Lendas e Mistérios da Nossa Região
Além de histórias reais de trabalho e futebol, a nossa região tem uma infinidade de sonhos e lendas que passavam de boca em boca nas noites de lua cheia nos acampamentos. Quem aí se lembra ou já levou um susto com alguma dessas?
🐺 O Lobisomem (O clássico das noites escuras de sexta-feira)
💰 A Panela de Ouro
🔥 O Boitatá
*
🕶️ O Homem da Capa Preta.
👣 O Pé Redondo
📜 O Monge João Maria
🪦 A Cruz do Mudinho
🌲📜 MONTE ALEGRE: O MAPA COMPLETO DOS NOSSOS ACAMPAMENTOS E LENDAS!
Eu fiz um levantamento dos vestígios que o tempo não apagou: a mina de carvão, Codorna Branca, o KM 28, o Miranda, a Mandaçaia e as ruínas de Olarias. Lembramos dos acampamentos que deixaram saudades como Antas e Palmas, e daqueles que continuam firmes até hoje, como a Lagoa e Harmonia!
Mas a nossa história também tem mistério… Quem aí se lembra das histórias de Lobisomem, do Homem da Capa Preta ou da Cruz do Mudinho que o povo contava na colônia?

— Valdecir Bueno (Acervo Bueno / Viagens, Sonhos e Fantasias)