O GIGANTE FERROVIÁRIO EM HARMONIA: Início do progresso em Monte Alegre
A Era da Ferrovia em Harmonia: Potência e Progresso
O ramal de Monte Alegre começou a ser construído pela RVPSC em outubro de 1942, com o objetivo de conectar a estação de Joaquim Murtinho (atual Raul Mesquita) à fábrica de papel e celulose da Klabin, localizada na Fazenda Monte Alegre, às margens do rio Tibagi.
O primeiro trecho da ferrovia entrou em funcionamento em 1949, alcançando Barro Preto. Porém, apenas em 1958 os trilhos chegaram até a fábrica, que já estava em atividade há aproximadamente uma década. Havia planos de expandir o ramal para outras cidades, mas essas extensões nunca foram executadas.
A vila operária criada em torno da fábrica de celulose deu origem à chamada “Cidade Nova”, que posteriormente recebeu o nome de Telêmaco Borba.
O transporte de passageiros funcionou desde os primeiros anos da linha até 1976/77, quando foi desativado. Mesmo assim, os trens cargueiros atenderam á Klabin até meados dos anos 2000 não se sabe a data exata da desativação.
Na época, o amplo pátio ferroviário tinha capacidade para acomodar cerca de 600 vagões distribuídos em seis linhas.
Esses vagões eram utilizados principalmente para o transporte de produtos da Klabin, com até três partidas diárias de trens movidos por locomotivas diesel-elétricas. Ao todo, as composições podiam chegar a 180 vagões destinados principalmente aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Durante a administração de Toledo Neto em Harmonia, uma intensa sequência de chuvas provocou um grande deslizamento de terra sobre aproximadamente 60 metros da ferrovia, bloqueando o tráfego ferroviário.
O problema ameaçava interromper a circulação dos trens por até duas semanas, segundo previsões da engenharia. Entretanto, graças à iniciativa do chefe da estação, foi autorizada a utilização das máquinas da Klabin para remover a barreira, mesmo sem licitação ou orçamento prévio.
A operação foi concluída no mesmo dia, permitindo a rápida liberação da linha sem custos para a Rede, conforme relatos de Paulino Manfrinato, Antônio Carlos de Toledo Neto e Adélia Grou de Toledo, registrados em janeiro de 2006.
O encerramento oficial do ramal marcou o fim de uma era, deixando na memória a importância histórica da ferrovia para o desenvolvimento da região.
No ano de 1930 e 1940 a região era matas e fazendas, até que a Klabin comprou o local construindo uma fábrica de papel e celulose, mas surgiu uma necessidade de transportar madeiras e máquinas.
Então, começaram os projetos ferroviários da região, os projetos ajudavam muito no transporte das madeiras das áreas de reflorestamento até a fábrica, mas isso além de ligar a outros portos e regiões do Paraná.
Essa fábrica foi oficialmente inaugurada em 1946
As casinhas amarelas perto da estação foram feitas para os trabalhadores que vinham de outras cidades e estados, a empresa ferroviária construiu várias dessas casas para eles morarem com suas famílias.
Elas ficaram conhecidas pelo visual simples, e pela cor amarela, elas foram planejadas em estilo parecido, pois foram construídas rapidamente para atender seus funcionários.
Naquela época era avançado, pois além das casas a empresa ajudava com escola, mercado hospital e lazer aos moradores.
Hoje elas se encontram abandonadas, quase cobertas pelas matas e áreas de reflorestamentos.
História e texto por: Vitoria S. Bueno